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Especialista em dedetização

CREA-PR Destaca a Importância da Profissionalização na Dedetização e Desratização de Ambientes

Os roedores, como ratos e camundongos, são conhecidos por transmitir doenças graves, como leptospirose e peste bubônica. No entanto, insetos como baratas, formigas, aranhas, cupins, moscas e mosquitos também atuam como vetores de diversas enfermidades. Por essa razão, o controle dessas pragas é uma questão crítica de saúde pública, essencial para garantir o bem-estar da população.

As técnicas de dedetização e desratização são medidas preventivas e corretivas necessárias em ambientes urbanos e industriais. Elas utilizam substâncias químicas de forma planejada, assegurando que as várias espécies de pragas sejam mantidas em níveis que não causem problemas significativos.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) exerce a fiscalização em locais onde ocorre o controle de pragas, como condomínios, hotéis, supermercados e shoppings. O engenheiro Djalma Bonini Junior, agente de fiscalização do Departamento de Fiscalização (DEFIS) do CREA-PR, ressalta: “Essas atividades devem ser realizadas por profissionais habilitados ou empresas registradas no CREA-PR, com o devido preenchimento e registro da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)”. Ele alerta que apenas a presença de um responsável técnico garante a segurança e a qualidade desses procedimentos.

Djalma explica que, ao contrário da construção civil, que é facilmente identificável, a dedetização é um serviço que frequentemente passa despercebido pela fiscalização, devido à sua rápida execução e à ausência de vestígios. “Por isso, os fiscais do CREA-PR dependem da colaboração dos responsáveis para identificar e documentar essas atividades”, destaca.

Ele também observa que muitos não reconhecem o controle de pragas como uma atividade técnica sujeita à fiscalização. “Nesse contexto, o papel do fiscal é orientar e esclarecer que o manejo de produtos químicos deve ser realizado corretamente, minimizando os riscos de contaminação e intoxicação. É crucial que esses serviços sejam realizados por empresas registradas no CREA-PR e que tenham a Anotação de Responsabilidade Técnica”, enfatiza.

As atividades de desratização e dedetização podem ser conduzidas por profissionais como engenheiros químicos, engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, técnicos agrícolas e engenheiros sanitaristas. O CREA-PR é responsável por verificar se esses profissionais possuem as devidas atribuições. “No último ano, de julho de 2013 a julho de 2014, o Conselho realizou 1.143 fiscalizações no Paraná relacionadas a Desinsetização, Desratização e atividades similares. Essa ação é fundamental, pois envolve o uso de produtos químicos que impactam diretamente o cotidiano da população”, afirma Vanessa Moura, gerente do DEFIS.

A engenheira Rosane Pereira Scapin, também do DEFIS, destaca que o uso de produtos químicos para controle de pragas requer conhecimento especializado. Ela menciona a importância de entender as diferentes moléculas disponíveis no mercado, seu modo de ação e os cuidados necessários na aplicação para evitar intoxicações. “Portanto, essa é uma atividade que deve ser executada por profissionais de engenharia”, observa.

Segundo Rosane, todos os anos, pessoas no Brasil se intoxicam com pesticidas. Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas mostram que não apenas agrotóxicos representam riscos à saúde. “Os produtos domissanitários, comumente comprados em supermercados, também exigem precauções na aplicação”, alerta. Ela incentiva a população a comunicar ao CREA-PR qualquer irregularidade na execução dessas atividades, que podem ser denunciadas através do site, pelo telefone 0800-410067 e nos postos de atendimento.